Poucos aqui devem saber do meu desprezo pelo cinema 3D, mas quando ouvi falar que o New York possúia a única sala 3D IMAX do Rio de Janeiro, decidi dar uma chance a novas experiencias com este formato.
Não apenas por isso, escolhi um filme que não iria me decepcionar mesmo que seus efeitos em 3D não fossem lá grandes coisas, fui assistir às aventuras do meu primeiro ruivinho, Tintin.
Acontece que, além da qualidade do 3D em uma tela IMAX ser bastante aceitavel, eu quase acreditei que os personagens da trama fossem pessoas de verdade.
É claro que sempre existirão o peso Steven Spilberg na balança dos justos, mas na minha concepção, todos somos humanos e cometemos erros, portanto até mesmo ele poderia comerter algum. Graças a Odin isso não aconteceu.
Além de nos fazer reviver essa deliciosa aventura da infância da maior parte das crianças dos anos 90, com a riqueza de detalhes como as vestimentas e os automóveis que costumávamos ver em 2d na televisão de nossas casa, a equipe foi capaz de recriar a abertura onde tudo se passa atraves de um jogo de sombras.
Eu, sinceramente, fiquei convencida que o cinema 3D deu um paço pra fora do normal deposi de assistir Tintin ganhar vida diante dos meus olhos.
Agora, para constar, o filme.
Mais uma vez o nosso querido jornalista Tintin cai de paraquedas em um caso não solucionado sobre a família Haddock e um barco chamado pela equipe de dublagem de Licorne( no título em ingles chamado de Unicorn, que traduzido seria Unicórneo) Após encontrar uma miniatura deste barco (caravela, nau, ou como preferirem chamar) em uma feira de rua, ele se ve pressionado por dois compradores que dizem dar um valo absurdo por aquela peça colecionável. Instigado por tanto interesse, Tintin resolve pesquisar sobre o barco, do qual ja sabia algumas coisas, que após seu cão Milu perseguir um gato dentro de seu apartamento, acaba estraçalhado no chão, perdendo uma pequena pecinha que rola para debaixo de sua mesa. Milu, quase humano, tenta alcançar o tubinho e acaba o empurrando ainda mais para baixo da mesa.
Enquanto Tintin vai à biblioteca pesquisar sobre a Nau, sua casa é revirada e, o chegar por lá, Milu o direciona até o pequeno tubo de metal, onde ele encontra um enigma.
E é aí que a história toma a força que estamos acostumados a ver nos quadrinhos e no 2d dessa aventura fantasiosa. Tintin encontra um dos herdeiros Haddock, Archibald Haddock, e em sua companhia, desvenda o mistério por trás daquele enigma.
Fui ver essa pequena peça de infancia com alguns amigos, dois deles disseram nem mesmo ter ouvido falar sobre Tintin antes do filme, e os outros mal se lembravam de detalhes como vestimentas e personagens do cartoon. Mas além destas pequenas lembranças visuais, existe a melhor lembrança de todas. Como uma criança brasileira, criada na companhia de personagens com vozes marcantes, dublados com muito carisma, assim que Tintin disse as primeiras palavra neste filem eu pude reconhecer sua voz. Sim, eu assisti dublado, pois era exatamente isso que queria atestar ao fazê-lo, a voz.
E se teve algo que realmente me deixou eufórica foi poder voltar a ouvir aquela voz da qual eu me lembrava.
Só tenho à parabenizar os produtores e artistas que me permitiram uma volta a infância de uma maneira tão completa e irresistível. Adorei. Talvez tenha sido o melhor filme do ano.
Obrigada.
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